Big Brother da Oi

10 06 2010

O grande irmão quer estender seus tentáculos sobre os cidadãos brasileiros.

O Tijolaço não dorme no ponto:

A Oi não pode nos espionar. Simples assim…

junho 9th, 2010 às 22:00

A Oi já está testando no Rio  de Janeiro uma ferramenta para rastrear a navegação dos usuários da internet. A tele fez uma parceria com a empresa Phorm, sediada em Londres, cujo passado de desrespeito à privacidade na rede, por si só, já é uma ameaça.

Segundo matéria de O Globo, a Phorm teve seu programa de captura de informações dos usuários proibido nos Estados Unidos e no Canadá, e se mudou para a Inglaterra, Lá, em negócio semelhante ao que a Oi quer fazer aqui, fechou acordo com a British Telecom, que monitorou secretamente a navegação de 30 mil clientes. O objetivo declarado é fazer publicidade direcionada.

Não se sabe quantos cariocas já estão tendo sua navegação pela internet espionada.

O Ministério da Justiça, a quem caberá a análise do serviço, não pode titubear diante desse invasão de privacidade.

Agora mesmo, o Google foi obrigado a entregar os dados que seu sistema “Street View” está recolhendo na Alemanha, Espanha e França a órgãos indicados pelos governos daqueles países, como forma de proteger a privacidade de seus cidadãos.

Esse é um dever de Estado, do qual  o governo brasileiro não pode abrir mão, em nome de nossos direitos.

Publicado em: http://www.tijolaco.com/?p=18092#comments

Assim como escreveu George Orwell..não estamos longe:

No mais famoso romance de George Orwell, a história se passa no “futuro” ano de 1984 na Inglaterra, ou Pista de Pouso Número 1, parte integrante do megabloco da Oceania.

É comum a confusão dos leitores com o continente homônimo real. O megabloco imaginado por Orwell tem este nome por ser uma congregração de países de todos os oceanos. A união da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), Reino Unido, Sul da África e Austrália não parece estar tão distante da realidade.

E a transformação da realidade é o tema principal de 1984. Disfarçada de democracia, a Oceania vive um totalitarismo desde que o IngSoc (o Partido) chegou ao poder sob a batuta do onipresente Grande Irmão (Big Brother).

Narrado em terceira pessoa, o livro conta a história de Winston Smith, membro do partido externo, funcionário do Ministério da Verdade. A função de Winston é reescrever e alterar dados de acordo com o interesse do Partido. Nada muito diferente de um jornalista ou um historiador. Winston questiona a opressão que o Partido exercia nos cidadãos. Se alguém pensasse diferente, cometia crimidéia (crime de idéia em novilíngua) e fatalmente seria capturado pela Polícia do Pensamento e era vaporizado. Desaparecia.

Inspirado na opressão dos regimes totalitários das décadas de 30 e 40, o livro não se resume a apenas criticar o stalinismo e o nazismo, mas toda a nivelação da sociedade, a redução do indivíduo em peça para servir ao estado ou ao mercado através do controle total, incluindo o pensamento e a redução do idioma. Winstom Smith representa o cidadão-comum vigiado pelas teletelas e pelas diretrizes do Partido. Orwell escolhera este nome na soma da ‘homenagem’ ao primeiro-ministro Winston Churchill com o uso do sobrenome mais comum na Inglaterra. A obra-prima foi escrita no ano de 1948 e seu titúlo invertido para 1984 por pressão dos editores. A intenção de Orwell era descrever um futuro baseado nos absurdos do presente.

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