Questão de fé

23 01 2015

Sabemos que há tempos a nossa civilização tem seguido um rumo que nos aterroriza pela escalada de violência, pela perda de discernimento de valores éticos e morais.
Cada dia torna-se mais difícil acreditar que ainda seja possível uma reversão nesse quadro, e hoje tive mais essa certeza.

Raji, um adorável gato de pelo tigrado fazia parte da família havia alguns anos. Bem tratado desde o primeiro momento em que foi adotado, esbanjava saúde e um peso um pouquinho acima do limite. Juntou-se ao companheiro Leonidas no novo lar. Sua antiga dona o colocou para adoção
Era o “gordinho ronc-ronc de painho”, sempre por ali em volta do seu dono aguardando um afago que nunca lhe faltava e também nunca era demais. Retribuía sempre os afagos com um ronronar carinhoso, um aconchego no colo, e invariavelmente com umas massagens que é peculiar dos gatos fazerem quando se sentem seguros e aconchegados por seus donos.

Geraldinho, outro adotado com uma história mais complicada. Encontrado abandonado na praia quando ainda era bebê, teve o destino mudado por um transeunte hippie, daqueles andarilhos que correm o mundo, que percebeu as poucas chances que um gato preto miúdo jogado nas areias da praia teria de escapar da morte. Gatos pretos já enfrentam a triste sina de sua cor, vez que alguns idiotas lhes impingem a pecha de mau agouro.
Recolhido pelo andarilho artista que não tinha endereço certo mas tinha um bom coração, passou a circular dentro de uma mochila surrada em todos os locais onde o artista fincava a sua banca.
Acostumou-se a fazer da mochila a sua bolsa de transporte. E de vez enquanto era possível cruzar com eles numa movimentada avenida, e o Geraldinho apenas com a cabeça para fora, e morto de satisfeito.

Mas um dia os ventos mudaram e o andarilho resolveu que ia trabalhar em outras paragens e para onde ele pretendia ir não havia espaço para o companheiro de pelo preto e olhos amarelados. Lá se avizinhava mais um possível abandono numa praça qualquer. Quis o destino que tomássemos conhecimento dessa nova empreitada do andarilho e mais um vento contrário para o nosso felino. Não, ele não sofreria o abandono pela segunda vez. E assim, veio parar na nossa casa onde encheu de alegria com suas brincadeiras, desfilar faceiro e pelos flocados e macios dando a entender que o pai tinha algum pedigree persa. E aquele gatinho mirrado deu lugar a um belo gato preto dos olhos amarelos, mais um a fazer parte da família. A partir daí não lhe faltava mais a ração que antes lhe era regrada pelo andarilho. Como ele era diferente, preto, preferia beber água diretamente de uma torneira. Nessas horas quando batia a sede ele saltava para cima da lavanderia e convidava alguém para abrir a torneira. Era um folgado.

Valentim. Um dia apareceu pela rua junto com outro, tudo indica que faziam parte da mesma ninhada. Mestiço de siamês enquanto que o outro era uma fêmea branquinha que tinha um olho amarelo e outro azul, são casos de Heterocromia. De repente a branco sumiu levando a crer que alguém a tinha recolhido e assim Valentim ficou sozinho por alguns dias morando entre uma tábuas velhas jogadas numa calçada qualquer. Por pouco tempo. Sumiu também.

Noite dessas surge um motoqueiro nas imediações de uma rampa de lixo próxima e mal parou o veículo, vimos de longe que trazia algo em uma sacola plástica, esperneando. O indivíduo fez um arremesso e jogou a sacola longe no lixo da rampa. Era o Valentim sendo abandonado, descartado mais uma vez. Percebeu que o local era familiar e ao desvencilhar-se da sacola saiu correndo para as tábuas velhas, lugar onde já tinha se abrigado anteriormente.

Era chegado o momento de dar a aquele rejeitado uma chance de ter um abrigo responsável. E lá fizemos o resgate para nossa casa. A adaptação foi rápida, com comida e água fresca disponível sempre, além de ter se entendido bem com os outros moradores da casa. E assim nos proporcionou desfrutar das suas estripulias, dado que era meio que hiperativo. Brincava no quinta, corria para um lado e outro, como se quisesse desfrutar desse amplo e seguro ambiente em que podia finalmente sentir-se em casa. Nossa casa.

Os três, Raji, Valentim e Geraldinho foram envenenados e mortos hoje 23.01.15. Uma vizinhança incomodada sabe-se lá com o quê, porque os três foram castrados e em função disso eram extremamente caseiros, colocou veneno para eles de alguma forma e em minutos todos estavam sofrendo os efeitos trágicos da química devorando as suas entranhas, sem nos dá tempo de correr a uma clínica e tentar salvá-los. Estão mortos, sem terem tido uma chance de defesa. Mas o Papa garante que os animais quando morrem vão para o céu. Eu acredito no Papa, tamo junto nessa pois os seres que vivem de entregar sua amizade, seu carinho e amor, sem cobrar nada em troca de seus donos, merecem com certeza estar no céu sim. Com certeza ao lado do Todo-Poderoso e dos que são acolhidos por Ele.

Resta-nos o choro com a perda de nossos estimados amigos. O responsável pelo ato, certamente quando um câncer estiver destruindo os seus ossos e nos seus minutos finais de gritos de dor vai perguntar: Deus o que fiz pra merecer isso? Não sei se terá uma pronta resposta de Deus, mas minha ele terá na ponta da língua: Merece sim, merece até mais, tipo queimar no inferno Ad eternuRajim, por toda eternidade. Tenho fé. É uma questão de fé.

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Personagens de um certo Brasil

7 08 2014

Personagens de um certo Brasil por Camila Pavanelli de Lorenzi

O falso índio, que usa bermuda (http://naofo.de/13v4) – na verdade, o falso índio de Adidas é só um vagabundo querendo ganhar terras gratuitamente do governo.

O falso esquerdista, que acessa a internet (http://naofo.de/13e3) – na verdade, o falso esquerdista do Facebook é só um maconheiro querendo pagar de intelectual.

O falso negro, que come em restaurante (http://bit.ly/1oDw61A) – na verdade, o falso negro que leva a namorada loira para jantar no restaurante é só um rico querendo cota para entrar na universidade sem ter que estudar.

A falsa professora, que tem relações sexuais (http://bit.ly/V23XFy) – na verdade, a falsa professora de hímen rompido é só uma puta querendo passar por mulher honrada.

O Brasil é uma ilha de verdadeiros Homens de Bem cercada de gente falsa por todos os lados.





Reinaldo Azevedo, um desastre intelectual.

6 08 2014

Reinaldo Azevedo escreveu: 

 
E levou essa sapatada na cara como resposta da Profa. Camila Jourdan:
 
“Reinaldo Azevedo, desastre intelectual é você não saber sequer o que é uma falácia (meus alunos do primeiro período poderiam talvez ajudá-lo), a avaliação demanda uma simples formalização, não demanda qualquer avaliação de validade até porque, em sua maioria, as proposições que devem ser formalizadas não são sequer argumentos. Não que você saiba o que é validade ou o que é um argumento, já que não sabe sequer o que é uma falácia. Você tem mesmo, Reinaldo, que olhar cheio de vergonha para a prova, já que não é sequer capaz de entendê-la, muito menos de resolvê-la. Falar bobagens sobre a prova é mole, quero ver me enviar ela resolvida. Mas já que você não sabe o que é formalização, acredita que estou defendendo posições com a questão e, assim, doutrinando alguém. Por outro lado, você sim está doutrinando quando fala de algo que poucos conhecem como se conhecesse e, portanto, leva as pessoas a acreditarem que se trata do que você falou (ah, isso sim é mesmo uma falácia!). Outra coisa: as formalizações excluem o conteúdo (claro que você não sabe a diferença entre forma e conteúdo), por isso o professor ou autor pode usar o conteúdo que quiser. Os conteúdos atuais são atrativos aos estudantes e este é o caso do conteúdo na prova em questão. Se isso passa mensagens independentes da matéria, isto é, independente do que está sendo avaliado (de tal modo que qualquer um pode discordar de mim e tirar 10, desde que saiba formalizar, o que não é o seu caso) é outra questão, e é, de qualquer modo, inevitável qualquer que seja o conteúdo escolhido. Natural que eu passe as mensagens que eu acredito, não que o aluno precise concordar com isso para acertar a formalização. Ninguém nunca reclamou das mensagens reacionárias que um dos manuais mais famosos de lógica, do Copi, utiliza em seus exemplos, defendendo explicitamente o EUA durante a Guerra Fria. Bom lembrar que este foi, e ainda é hoje, o livro de Lógica mais adotado nas escolas e universidades. Mas é claro que Reinaldo Azevedo não sabe disso porque ele jamais estudou lógica. Só mais uma coisa, tenho que agradecer por terem divulgado minha prova, tenho muito orgulho dela.”




Pq não querem a transposição do S. Francisco

2 08 2014

Publicado por @stanleyburburin no FB.

Veja porque políticos da oposição, grandes fazendeiros, multinacionais, velha mídia, trolls e TCU(que maioria dos ministros é de ex-políticos de partidos da oposição e do Nordeste), são contra a Transposição do Rio São Francisco:

Ao longo das margens do Rio São Francisco, grandes empresas, até multinacionais, plantam manga, uva e fazem vinho, tudo de excelente qualidade para exportação.

Para produzir manga, uva e vinho, os grandes fazendeiros contratam mão de obra barata que são os pobres que moram no entorno das fazendas e ensinam eles a plantar manga, uva e a fazer vinho.

Quando a Transposição do São Francisco estiver terminada, os pobres que trabalham nas fazendas e que aprenderam a plantar manga, uva e a fazer vinho, também têm seu pedacinho de terra que eles usarão para plantar manga, uva e fazer vinho com as técnicas que eles aprenderam nas grandes fazendas e terão água da transposição à vontade para produzir.

Esses pobres deixarão de trabalhar nas grandes fazendas, se juntarão em cooperativas e exportarão manga, uva e vinho e os grandes fazendeiros perderão mão de obra barata e ganharão concorrentes na exportação de manga, uva e vinho.

O Governo Federal ajudará esses pequenos produtores via o Programa Nacional de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e Territórios da Cidadania que ajudará a escoar a produção para o comércio em grandes centros e exportação.

Entendeu agora porque a direita não suporta a Transposição do Rio São Francisco?





Israel e o holocausto

2 08 2014

DE VOLTA ÀS CAUSAS

A questão do holocausto não se mede em números. Se mede em atrocidade, em ferocidade, em determinação para matar. O horror do holocausto não estava no assustador número absoluto, pois guerras geram números assustadores. O horror estava na racionalização do extermínio.

A racionalização, do ponto de vista de Israel, é simples:

a) Não há solução pacífica para nenhuma das questões que envolvam os palestinos e os israelenses.

b) Eles constituem uma ameaça com seus mísseis de curtíssimo alcance.

c) Nós temos um exército supertreinado e a determinação do nosso lado. Ah, e armas, muitas armas.

Então engendrou a operação militar contra a faixa de Gaza, que tem o tamanho de um bairro mediano de uma grande cidade, e um povo que vive condições lamentáveis sob qualquer ponto de vista. Os palestinos não são inocentes cordeirinhos, mas a disparidade de forças é simplesmente ridícula, e é este o ponto. Pois o holocausto foi o que foi exatamente porque a Alemanha Nazista pôs em ação uma máquina de matar judeus tão poderosa e eficiente que a disparidade de forças contra os civis da comunidade judaica era simplesmente ridícula como essa. O governo israelense conseguiu se tornar o vilão que sempre chorou aos olhos do mundo não ser. Israel, ao ser acusado das atrocidades e truculências anteriores na mesma Faixa de Gaza, sempre posou de vítima. Agora não poderá mais.

Hoje, embaixadores e representantes da comunidade judaica no mundo inteiro se vêem às voltas com a constrangedora tarefa de corrigir manchetes e pronunciamentos, para trocar a palavra genocídio por massacre. Sim, massacre é uma descrição aceitável, mas genocídio não é. Isso é a racionalização da vergonha.

Acusaram a diplomacia brasileira de ser anã, mas ela realmente se revelou a grande gigante histórica.

E mostrou de uma vez por todas que israelense não entende porra nenhuma de futebol.

http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/conflito-em-gaza-ja-deixou-16-mil-mortos-e-87-mil-feridos,64467ee518497410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html





Video-Clip gravado pela seleção alemanha ao som da musica Tieta

18 07 2014





Clip lembrança da Copa2014

18 07 2014